[Perfil]


Nome: Allec Ribeiro
Conhecido como: Rikku
Idade: 18 anos
Nasceu: 08/06/1991
Quem é: Um viciado em RPG.


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[terça-feira, 10 de novembro de 2009]


Então, vou colocar todo mundo a par dos acontecimentos. Caso não queiram ler tudo isso, pulem para o final, que contém informações cruciais para a próxima sessão.

Tudo começou em uma taverna, onde o grupo se conheceu sob o objetivo de exterminar góblins para um velho avarento e enganador, como uma missão mercenária: Kirus, um guerreiro com o braço direito oculto em pesada vestimenta; Liukie, dos punhos de aço; Wazh, que brande lanças prateadas mesmo com sua pouca idade; e Lani, irmã de Liukie, de força incomparável, que tem como arma um gigantesco catavento de aço. No caminho para a floresta onde os góblins supostamente se escondiam, encontraram Kiraf, o cigano, que foi o único realmente enganado e pagou ao velho três de seus relógios de modo a poder participar da aventura. E assim, deu-se a luta.

Pela primeira vez o grupo viu o quão difícil e perigoso poderia ser o campo de batalha, pois enfrentavam vinte góblins ao todo; o primeiro a cair foi Kiraf, cujas facas não conseguiam ferir o inimigo; depois, veio Wazh, que, ferido, subiu em uma árvore para atirar suas lanças e, ao falhar miseravelmente, abandonou seus companheiros para um destino desconhecido. Ali, Kirus pela primeira vez mostrou o poder de seu monstruoso braço, vermelho como uma chama, e onde demônios pareciam repousar, e as irmãs mostraram sua força. Foi assim que, apesar das perdas, e ainda que um góblin tenha fugido, o grupo considerou a missão concluída e, carregando o corpo inerte de Kiraf, voltou para a cidade, para conseguir sua mísera recompensa, e nesse momento conheceram Somaliendiel, a criança, um muito jovem elfo que alegou ter sido mandado pelo velho e que desde o início demonstrava imenso ódio por todos os goblinóides.

Ora, ocorreu que, enquanto atravessavam as planícies, foram atacados por gnolls, os cães antropomórficos que vivem do roubo, mas geralmente deixam suas vítimas viver caso cooperem. Claro, o grupo optou por ignorar essa última parte, e com uma provocação de Lani, iniciou-se a batalha, que foi dura e terminou em derrota, pois todos ainda estavam feridos. Somaliendiel provou ser um valioso companheiro, pois suas flechas, sempre certeiras, foram as mais úteis e poderosas contra os gnolls. E em meio à euforia da batalha, aos gritos, ao sangue e à dor, voltou ao mundo dos vivos Kiraf. Quando nem mesmo ele conseguiu pender a balança para o lado dos heróis, todos ouviram uma voz:

— Humanos! — disse, e seu timbre fez do céu e da terra um silêncio absoluto. — Não conseguem sequer dar conta de cães desprezíveis? Tu, que morres em tua primeira batalha, e tu, que provocas sem pensar nas consequências de tuas ações, intitulam-se heróis? Que morram, para sempre na escuridão antes que despertem o conhecimento em tuas mentes!

Já não existia mais a planície, apenas a escuridão. Mas não total, como o elfo bem provou com suas habilidades: era um longo corredor, e a luz existia dos dois lados. Foi então que o grupo se separou: Kirus e Somaliendiel foram para um lado, enquanto Lani, Liukie e Kiraf foram para o outro.

E nos dois lados, encontrariam saídas.

Foi neste corredor escuro que, depois da fuga de todos, Liukie, em seu desespero, encontrou a luz pela primeira vez, e a luz veio na forma de um atraente rapaz. De seus cabelos rubros, de seu olhar penetrante, e de suas roupas luxuosas ela jamais esqueceria. E foi ele que apontou para cima.

Estavam de volta à planície, e ali, enquanto esperavam por Liukie, a última a sair do corredor ilusório, todos começaram a se conhecer melhor. Somaliendiel contou parte de sua história, enquanto Kirus dizia não lembrar da sua; e Lani foi em busca de sua arma, recuperando-a em troca do dinheiro que carregava, pois os gnolls tinham honra, ainda que sua própria. Liukie chegou, e ali dormiram.

Na manhã, o grupo foi atacado por um grupo de lobos, e acabaram tendo que fugir, conseguindo apenas graças às ações de Kiraf, que chegou à cidade e chamou a guarda, mesmo que tendo sido desprezado por ser um reles cigano. Ao voltar para a taverna, porém, não tiveram sua recompensa, pois o velho parecia, de alguma maneira, saber que um dos góblins ainda vivia. Além disso, suas roupas haviam sido restauradas e seus corpos não demonstravam sinais de batalha, e eles não haviam percebido ser esse o efeito da ilusão do corredor. Foram forçados a voltar para a floresta, e lá, de qualquer jeito, matar o último góblin. Claro, isso jamais seria realizado, pois as engrenagens de algo maior já estavam se movimentando, e o grupo fazia parte disso.

Procuraram pelas tocas dos góblins, até as queimaram, mas a fumaça causada pelo fogo teve outros efeitos, primeiro ganhando vida e depois tomando a forma e a força de Kirus. E em meio à negritude, seu braço parecia ainda mais demoníaco e malígno. Entretanto, o grupo venceu, e veio o terceiro efeito: presos numa área maior de pura fumaça, foram transportados para uma masmorra terrível, e os corpos dos que perecerem ainda estavam ali, com a carne apodrecida e os vermes. Kiraf encontrou em um dos corpos uma espada que parecia ser mágica, e então a vendeu para a Kirus, com a promessa de que seria pago quando tudo acabasse. Ainda não eram companheiros.

Liukie tinha um medo mortal de aranhas, e uma aranha maior do que qualquer outra foi a primeira a atacar o grupo naquele minúsculo corredor. Apesar de ter superado o medo para, junto da irmã, golpeá-la, depois fraquejou e correu, e seria a primeira a acabar nos braços do inimigo.

E o grupo correu para seguí-la, e então deu-se o inesperado: não estavam sozinhas naquela masmorra. Ricca La'nost era seu nome, uma exuberante e excêntrica maga que, em busca de tesouros, havia se perdido naquela fortaleza.

Como esse novo membro, partiram em busca de Liukie, e não tardaram a encontrá-la, pois logo veio a majestosa escadaria, e em seu topo, o inimigo.

Liukie o observava com atenção, e o grupo foi rápido em tentar ir ao seu encontro. Ricca e Somaliendiel, contudo, eram mais precavidos, e assim que o elfo, com sua visão aguçada, o identificou como um mago, os dois já se afastaram. Antes da palavra, veio a bola de fogo, que atingiu as escadas com seu enorme poder e lançou quase todos para longe. Assim, o elfo e a maga decidiram que o mais sensato seria correr, e o fizeram. Já os outros tentaram, em vão, derrotar o inimigo; nem o braço de Kirus, nem a força de Lani conseguiram sequer se aproximar do mago, tampouco as facas de Kiraf conseguiram acertá-lo. Liukie, então, lembrou-se: era o mesmo homem que a havia ajudado no corredor ilusório. Propôs: "serei sua esposa, mas não mate meus amigos", e o mago aceitou apenas em parte. Liukie agora estava em seus braços, e ele foi rápido em invocar diversas lanças, as Lanças Infalíveis de Talude, e lançou-as contra os aventureiros. Lani e Kirus caíram, enquanto Kiraf sobreviveu e carregou o corpo dos companheiros em sua fuga.

Somaliendiel e Ricca corriam o mais rápido que suas pernas permitiam, mas aparentemente o mago podia estar em dois lugares ao mesmo tempo, e a maga foi lançando suas magias: primeiro o fogo, ao qual ele era imune e podia rebater, depois o gelo, que o feriu na forma de uma lança, amaldiçoando-a com todas as palavras. Em sua fúria, o mago usou de todo o seu poder para invocar uma gigantesca bola de fogo, um pequeno sol que preenchia todo o espaço daquele lugar, e lançou-o. Somaliendiel saltou carregando Ricca, e Ricca abriu o teto com sua magia, e assim os dois viveram.

Liukie, depois de quase ser apunhalada pelas costas, fugiu dos braços do mago e foi ao encontro de Kiraf, e assim os dois armaram uma armadilha. E aos socos e chutes, ele foi derrotado, tomando a forma de um fogo puro que entrou nos corpos dos que haviam perecido. E a porta para a verdade foi aberta.

Do lado de fora, dois magos, um velho, alto e poderoso, e outro que haviam acabado de batalhar. Talude, o Mestre Máximo da Magia, revelou que tudo fora um teste, das ilusões e dos poderes mais antigos, pois a missão dos aventureiros era mais perigosa do que qualquer outra, e o mago ao lado dele era seu próprio filho adotivo, um meio-dragão de nome Raphael.

Depois de pouco tempo de descanso na Grande Academia Arcana, a melhor escola de magia de Arton e morada de Talude, o grupo se separou
: Rikka e Kiraf, o cigano, permaneceram na Grande Academia Arcana, enquanto Lani, Kirus, Liukie e Somaliendiel marcharam para a cidade portuária de Malpetrim, palco de grandes aventuras, carregando uma carta que só deveria ser aberta quando o grupo estivesse pisando em um navio. Somaliendiel carregava informações básicas da missão, que seria na Ilha de Galrasia, mas nenhum deles (exceto pelo próprio elfo) tinha recordação alguma de seu passado, e pouco lembrava do acordo inicial da missão. Portanto, era uma busca não por riquezas, mas por memórias, e do grupo, Kiraf foi o primeiro a reencontrar parte das suas, enquanto de Ricca, nada se sabe e nada se saberá enquanto o sol estiver alto.

A caminho de Malpetrim, o grupo foi atacado por misteriosas criaturas disformes, que carregavam apenas um manto nefasto. Dois desses mantos, mais tarde quatro, acabaram nas mãos dos aventureiros, e finalmente eles chegaram à cidade. Sua primeira ação foi procurar uma estalagem, pois Kirus, do braço das trevas, havia sido ferido na batalha contra as criaturas, e necessitava de repouso. Na famosa e excêntrica Estalagem do Macaco Caolho Empalhado eles alugaram um quarto, e enquanto Kirus foi dormir, Lani ficou na taverna do primeiro andar, e foi rápida em conseguir um tumulto. Sua noite terminou com a zombaria de um elfo e o descaso da irmã, Liukie, enquanto ela prestava serviços à estalagem sem dormir e sem se recuperar de seus ferimentos.

No dia seguinte, o grupo rumou para o porto, na esperança de conseguir um barco. Ao invés de simplesmente alugar os serviços de algum pescador, decidiram se esgueirar, invadindo um dos navios que estivesse em curso para Galrasia. Dois conseguiram invadir, mas Lani foi pêga, e Liukie veio a socorro da irmã, conseguindo um acordo com o capitão, do qual não sairia nada de bom.

O grupo leu a carta, que na verdade era apenas uma reportagem da Gazeta do Reinado, até então a única publicação impressa de Arton: ela falava de Dulcine Longbow, uma exploradora que liderou uma guilda para a morte em Galrasia, se deparando com estranhos perigos ancestrais que a própria ilha parecia temer. Não havia ordem alguma, e isso frustrou a todos.

Em meia viagem, o capitão revelou ser James K., um dos líderes da Irmandade Pirata e capitão da Bravado, nau do Mar Negro e a mais poderosa embarcação possuída pelos piratas. Lani foi presa e amordaçada na cabine do capitão, enquanto o resto do grupo foi atacado pela numerosa tripulação. Somaliendiel encontrou a ira de James K., que odeia elfos com todas as suas forças, e resistiu por algum tempo em um duelo com o capitão, usando apenas uma flecha de prata como arma. Lani continuou sem poder fazer nada, enquanto Kirus e Liukie tentavam derrotar a tripulação.

Estavam todos encurralados quando Kiraf veio ao resgate, tendo sido transportado para Malpetrim por um portal, com alguns ítens preparados por Talude, e arranjado um barco persuadindo um antigo conhecido seu, visto que era Malpetrim sua cidade natal. Correndo sobre a água, o cigano deu um salto e chegou no convés, derrotando alguns dos piratas e atraíndo a atenção do capitão sobre si. Foi derrotado, porém, pois James K. era conhecido como imbatível no combate sem armas mágicas, e Kiraf não possuía magia alguma. Rapidamente prepararam a prancha ("tradição pirata", dizia o capitão) e o amarraram, enquanto Lani se soltou e todos se prepararam para salvar o cigano da morte certa nas presas dos Selakos, os tubarões de Arton.

E assim, usando um bote salva-vidas, o grupo conseguiu salvar Kiraf e fugir em direção à Galrasia, que já estava próxima. Lá, começaram a armar acampamento e presenciaram os efeitos da dita "vida em demasia" de Galrasia, que recuperou a todos; não era hora de confraternização, contudo: os perigos do Inferno Verde se mostraram cedo, e logo Kirus, enquanto buscava por lenha, percebeu que algo estava próximo, embora ele não pudesse de maneira alguma identificar onde, ou mesmo de qual lado vinha a presença e os sons. Apenas na praia se deram conta da verdade: um dinossauro gigantesco, maior do que qualquer coisa que já haviam visto na vida, se aproximava; seus passos causavam tremores, ventania e destruição, e o silêncio sobrenatural daquela área era devido à sua presença.

Imediatamente decidindo fugir, o grupo correu para o barco, com a pequena, mas poderosa, Lani remando com toda a sua força para outra parte da ilha. Cada passo o dinossauro percorria o dobro da distância deles, entretanto, e logo uma das patas da criatura chegou na água, causando uma grande onda que fez todos, a excessão de Somaliendiel, cair na água, separados.

Cada um tentou se recuperar de um jeito, mas as ondas causadas pelo dinossauro ficavam cada vez maiores, e mesmo com o grito de Somaliendiel alertando a todos que ficassem juntos, o cigano Kiraf acabou se separado na iminência de ser esmagado pela criatura. Todos foram arrastados com a tsunami causada pelo seu passo que seria o mais desatroso, e uma grande parte do local acabou destruída; não fosse pela enorme vida do local, onde a grama cresce na altura dos joelhos e as árvores, na altura de prédios, e onde tudo se restaura em menos de um dia, seria inviável a presença de tal monstro.

O grupo permaneceu desacordado até anoitecer, e apesar de um breve sono, nem mesmo nesse momento tiveram paz, pois Kirus avistou, ao longe, as famosas dragoas-caçadoras, predadoras antropossáuras supremas de Galrasia e devotas da Divina Serpente, se aproximando armadas e em grande número. Vinte, no mínimo. Ainda que tenham tentado atacar, com Lani se esquivando graciosamente de vários ataques e derrotando cerca de cinco dragoas, no momento em que Kirus usou seu braço das trevas para atacar, desintegrando sua oponente, veio a ira: declarando um matador herege, que nem mesmo deixara um corpo para trás, todas as dragoas-caçadoras concentraram seus ataques nele e forçando o grupo a correr. Somaliendiel ficou sobre a árvore, encurralado e incapaz de fugir, enquanto Kiraf acordou em uma caverna próxima e assistiu a fuga de seu grupo, incapaz de ajudar, pois ficou preso na minúscula saída. A euforia dos acontecimentos fez todos se esquecerem de Liukie temporariamente, sequer percebendo que ela havia ficado na praia, à mercê do dinossauro.

Enquanto corriam, a sorte de Lani se esvaiu: ela foi atingida pelas lanças das dragoas-caçadoras e desmaiou, e coube a Kirus carregá-la para longe enquanto Kiraf finalmente chegava com suas facas e sua corrente; ele derrotou duas dragoas. Sua fuga lhes trouxe de volta à praia, onde o chão cedeu e todos acabaram em uma espécie de túnel. Lá, encontraram Somaliendiel, que alegou ter escapado por outro caminho e terminado ali, e o grupo seguiu em frente com ele, caindo exatamente na armadilha do inimigo. Terminaram capturados, vendo como um simples disfarce ilusório (e uma incrível demonstração de inteligência por parte das dragoas-caçadoras, algo imprecedente). Kirus, considerado um matador de poderes proibidos, teve seu braço das trevas selado e seu corpo imobilizado, enquanto os outros foram apenas amarrados e tiveram todas as suas armas levadas. Kiraf, porém, não só conseguiu ocultar algumas de suas facas como também soltar um pouco as cordas, para que se soltasse em um momento oportuno.

Kirus imediatamente foi jogado em um enorme poço no centro da vila das dragoas-caçadoras, para ser morto pelos monstros famintos que ali jaziam. Lani, agora desperta, se soltou, mas sendo só ela capaz de lutar, foi também jogada no poço. Felizmente, por estar solta e ter grande força, conseguiu firmar suas mãos nas paredes escorregadias, mas Kirus já temia por sua vida, não tendo escapatórias dos monstros que se aproximavam cada vez mais. Chegou ao ponto máximo de rezar para Tauron, o Deus da Força, por uma segunda chance.

Kiraf, enquanto isso, aceitou ser escravo das dragoas, sem entender exatamente o que isso implicava; apesar de ter novamente conseguido ocultar suas armas, suas roupas lhe foram arrancadas e ele foi jogado nu para dentro de uma tenda.

Enquanto isso, Kirus continuava em desespero, enquanto Lani, apressada, concentrou toda a sua força para socar a própria parede onde se segurava, causando um desmoronamento. Sua sorte foi grande: ela não caiu, e os escombros mataram todos os monstros, fazendo Kirus pensar que seu pedido a Tauron havia sido realizado.

A partir disso, as dragoas-caçadoras reconheceram o grupo como sendo de grande poder e força de vontade, e lhes concedeu uma noite na vila, como hóspedes, antes que partissem, não sem antes fazer um acordo: enquanto pisarem naquele solo, nenhuma das duas partes se atacaria. Esse acordo foi selado com sangue, e tornou-se eterno.

Na tenda, Kiraf não via para onde fugir, tampouco encontrou materiais para armar uma de suas armadilhas, e, sem escolhas, decidiu permanecer ali. Layla, líder daquela tribo, foi a primeira a entrar, e direcionou seu olhar sádico ao cigano, e no momento em que o grupo foi comunicado de que Kiraf havia aceito a escravidão, os gritos foram ouvidos através da vila. Kiraf, no entanto, por maneiras que não podem ser descritas aqui, conseguiu o impossível: impressionou Layla como ninguém jamais havia feito, e ao deixar aquela tenda os dois eram parceiros para a vida.

Assim, no dia seguinte, o grupo tinha um novo membro, pois a própria Layla havia decidido acompanhar seu parceiro. Somaliendiel encontrou a vila por seus próprios meios, ficando bastante zangado com o abandono e discutindo com Lani, e nesse momento apenas lembraram-se de Liukie. Foi imediata a partida: precisavam encontrá-la. Liukie estava segura, no entanto: de alguma maneira sobreviveu à tsunami e à destruição causada pelo dinossauro, mesmo que com graves ferimentos, e pôs-se a procurar o grupo, encontrando o túnel da armadilha das dragoas e seguindo por ele. A tribo obviamente percebeu a intrusa, e correu para avisar Layla; apenas por ser amiga do grupo não foi atacada e tomada como escrava.

Como estavam todos reunidos, decidiram investigar as ruínas nas quais o grupo de Dulcine Longbow havia sido derrotado, e, embora aterrorizada ao pensar no local, Layla concordou em levá-los até lá. As ruínas emanavam uma aura de pura maldade; caos e destruição lhe pareciam aterrorizantemente próximos, e todos do grupo hesitaram em entrar no local. Havia uma missão a ser feita, no entanto, e sua única escolha foi prosseguir, e ao tocar a primeira pedra, algo estranho aconteceu: o grupo se viu em um local que, embora familiar, era totalmente diferente do anterior; as ruínas se tornaram esplendor, a maldade se tornou beleza, e as árvores que estavam mortas ganharam vida como nunca. Dois elfos galantes se aproximaram, demandando que o grupo se apresentasse, e dizendo que lhes levariam para seu líder. Pois todos que pisassem em Vitalia, ainda mais tão próximos da Árvore da Luz, deveriam ter sua virtude colocada em teste, e Galron, o Primeiro Eiradaan, era o mais capaz para tal.

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E é isso; quem esquecer de algo, é só ler aí em cima. Aviso já que neste domingo, dia 15/11/09, não haverá RPG, porque a Daniela tem compromisso. Fica a sessão para dia 22/11/09, e espero que então todos possam comparecer. Qualquer dúvida, me procurem no MSN ou deixem um comentário aqui.

Ah, pra completar, declaro que todos possuem dois pontos para gastar, ou vinte pontos de experiência, pelas aventuras passadas; as fichas até agora, e em vermelho estarão coisas que eu quero vocês mudem, assim como sugestões para complemento do nome:

Liukie
F3, H3, R2, A1, 10PVs, 10PMs
Separação (2pts), Especialização (Lábia, Hipnose e Sedução, 1pt)
Insano (compulsivo, -1pt), Código de Honra dos Heróis (-1pt), Fobia (Aracnídeos, -1pt)

Llany'en
F3, H3, R2, 10PVs, 10PMs
Aparência Inofensiva (1pt), Perícia (Esportes, 2pts)
Fobia (Gatos, -1pt), Furioso (-1pt), Insano (Cleptomaníaca, -1pt)

Kiraff
H4, R2, PdF3, 10PVs, 10PMs
Perícia (Artes, 2pts), Kit Nômade (Sobrevivência, Armadilhas e Furtividade, 2pts)
Má Fama (-1pt), Código de Honra (Cavalheiros e Gratidão, -2pts)

Kirus
F1, H3, R3, A2, 15PVs, 15PMs
Toque de Energia (Trevas, 2pts), Especialização (Rastreio, Navegação e Pesca, 1pt)
Código de Honra do Caçador (-1pt), Modelo Especial (-1pt), Maldição (a partir do terceiro uso de seu Toque de Energia, começa a se tornar Monstruoso, -1pt)

Quanto aos NPCs, Somaliendiel tem H6, R2, PdF2 e algumas outras vantagens que melhoram sua H e FA, e Layla tem F2, H4, R2, PdF2 e perícias para a sobrevivência em qualquer lugar que vá, além de uma desvantagem que lhe garante o sadismo para com o parceiro, Kiraf; quanto ao que está em vermelho: Liukie quase não usa sua vantagem; Llany'en é um nome com élfico, o que poderia ajudar a melhorar sua história; e percebi que o kit é desnecessário, pois alpinismo está incluso em sobrevivência e melhor seria realmente pegar apenas uma especialização com três vantagens que você preferir, mesmo que o kit se encaixe ao personagem; todos os nomes são puramente estéticos e apenas para se adequar melhor ao mundo de Arton, criando no processo uma história mais elaborada para seus personagens. Pensei também em Lyukye'malr e Khirus, mas talvez os nomes estejam bons por si só e seja melhor deixá-los como tal. Obviamente, a decisão final é de vocês, e se houver alguma dúvida, MSN!


Por Rikku às [21:36]


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[sexta-feira, 30 de outubro de 2009]


Somaliendiel, ou Soma, era um jovem elfo, tão jovem que nem sabia muito sobre o mundo em que vivia. Tanto é verdade que o garoto sequer era nascido quando a Infinita Guerra entre elfos e goblinóides começou, e tinha recém-completos sete anos de idade quando esta chegou ao seu triste fim.

Nascido na sagrada capital élfica, Lenórienn, filho de uma ilustre e habilidosa artesã e de um soldado, Soma tinha uma vida relativamente calma, quase totalmente pacífica não fosse pelo clima constante de ansiedade devido a boatos do avanço dos goblinóides, ainda que a própria arrogância dos elfos escondesse isso muito bem. O menino, contudo, jamais soube muito sobre a guerra até o fatídico dia do ataque que viria a destruir sua cidade -- um dia que, para ele, começou como vários outros, ainda que tenha havido diversas particularidades.

Nesse dia, em que ele, aliás, acordou bastante tarde, o pai do garoto lhe deu um beijo na testa e um abraço antes de sair de casa, algo que ele não costumava fazer. De fato, achou que o abraço poderia ter sido um pouco mais fraco, mas nada disse. Geralmente quando o garoto acordava tarde, ficava sem almoçar, como castigo, mas principalmente pelo fato de que a mãe estaria muito ocupada com suas peças. Na mesma semana, inclusive, havia feito um magnífico set de cinco bandolins e uma flauta, flauta essa que o menino pegou para si -- após pedir a devida permissão, é claro. Mas naquele dia, ele não encontrou a mesa vazia, muito pelo contrário, estava com um prato cheio das coisas que ele mais gostava. Ainda assim, notou que a mãe estava apreensiva.

Quando saiu de casa, viu que vários soldados que normalmente permaneciam ali estavam se dirigindo aos limites da cidade, e que o céu estava com algumas nuvens escuras, apesar de um pouco diferente das nuvens de chuva convencionais. Notou também que muitos adultos estavam apreensivos, mesmo que muitas pessoas daquela área -- que ficava atrás do palácio -- estivessem tratando o dia como qualquer outro, o que ele julgou ser normal, visto que aquele era, de fato, um dia como qualquer outro.

Mas, infelizmente, ele estava errado. Pouco antes de anoitecer, o menino ouviu gritos, gritos de socorro e piedade que se tornavam cada vez mais intensos e próximos de onde estava. Fez como lhe foi ensinado e foi para dentro do palácio, onde encontrou sua mãe, e antes que ela o arrastasse para dentro de uma outra sala, ele viu pela janela os céus em chamas. Apesar de alguns dentro daquela sala continuarem muito calmos, arrogantes e confiantes na situação, os constantes tremores no palácio e os rugidos de alguma coisa do lado de fora se mostravam incrivelmente mais fortes a cada segundo, mais fortes até do que os gritos de guerra dos soldados que pareciam estar lutando pelo que era o último ponto de refúgio no ápice da queda de Lenórienn...

...que, logicamente, não foi capaz de agüentar.

No momento seguinte, as paredes e portas caíram, e Soma finalmente viu o rosto do inimigo.

Monstros. Essa foi, sem dúvida alguma, a primeira palavra que veio à jovem mente do garoto quando viu aquelas criaturas horrendas, enormes, cobertas de sangue e diferentes de qualquer outro animal que ele já havia visto destruirem tudo que viam a sua frente, como bárbaros, e sem um único senso de compaixão. Mataram, das mais diversas formas, todos naquela sala.

Exceto ele e sua mãe.

Monstros. Essa foi também a palavra que o pequeno elfo gritou quando uma dessas criaturas pegou sua mãe pelo pescoço, rasgando suas roupas com voracidade e fazendo coisas que, mesmo não entendendo, ele sabia que eram terríveis, e que causavam muita, muita dor. Monstros, ele gritou, quando a soltaram, morta. Para sempre ele se lembraria do rosto de sua mãe, coberto de sangue, com um dos olhos arrancandos, mas preservando a expressão de pânico e... arrependimento.

Não satisfeitos com aquele ato brutal, um dos demônios -- pois só poderiam ser demônios, sequer monstros tinham capacidade para tamanha crueldade e malícia -- o segurou pelos cabelos enquanto outros dois destruíam suas roupas e estiravam seus braços e pernas como se quisessem arrancá-los. E o menino pôde apenas gritar, gritar e gritar mais, enquanto as criaturas praticamente rasgavam o seu corpo, gritar com tamanha força que suas cordas vocais se romperam e seu corpo era banhado pelo próprio sangue. Mesmo que soubesse que a ajuda jamais viria, ele continuava gritando.

Foi então, ainda que atrasada, que veio a esperança.

Dos céus, uma luz. Da luz, uma mulher. Esguia, de cabelos curtos, traços élficos e olhos profundamente tristes. Brandia um arco longo e uma espada.

Jogado contra uma parede, como se não passasse de lixo, no momento em que a luz tocou o chão, de alguma maneira o pobre garoto conseguiu conservar sua vida e sua consciência, e com apenas um olhar, soube quem era. Mesmo se nunca tivesse ouvido uma única palavra sobre aquela mulher, ele saberia, pois era um elfo, e aquela... era Glórienn, sua Deusa. Ele sorriu.

Glórienn parecia estar fazendo uma bravata de ódio contra seus inimigos, e muito embora Soma não estivesse conseguindo ouvir direito, pôde distinguir a palavra "goblinóides", pois essa foi dita com um ódio sem comparações. Ela em seguida os eliminou, um por um, e lentamente, de modo que sofressem. Muitos vieram, todos caíram. Era a vingança.

Mas aquela batalha estava longe de terminada, pois pela porta entrou um verdadeiro pesadelo, um monstro, muito maior e muito mais cruel do que todos os outros -- sem dúvida alguma, o líder. Era imponente, assustador, e mesmo tendo esboçado um sorriso ao ver a Deus, seu rosto trazia apenas carnificina, e seus olhos, um imenso desejo por sangue, morte e poder. Meses antes, elfos comentavam, sussurando uns para os outros, que o "Punho de Ragnar" era um boato, que ele jamais iria conseguir unificar os goblinóides e que, se conseguisse, todos iriam cair diante da óbvia superioridade dos elfos.

E o garoto, jogado ao meio desse mar de blasfêmias e arrogância, pôde apenas chorar, derramando sua primeira lágrima desde que entrou naquele palácio, pois sabia estar diante de Thwor Ironfist. Seus soluços altos chamaram a atenção de Glórienn, que até então havia pensado que todos os elfos daquele lugar estavam mortos. Num último gesto de piedade, ela o mandou para longe de tudo aquilo, pois mesmo ela, vendo a queda de sua raça e olhando nos olhos de seu inimigo, sabia da iminente verdade, e não ousaria deixar uma vida tão jovem se perder em um lugar como aquele.

E em seus pesadelos, dali em diante e para todo o sempre, durante cada noite de sua vida, Somaliendiel iria ouvir claramente:

"A Infinita Guerra acabou, elfo. Vocês perderam."


Por Rikku às [23:32]


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Este blog vai ser usado para divulgar informações sobre o RPG para os jogadores.
Eis um breve resumo e recomendações:

- Nosso RPG se passa no mundo de Arton, um mundo de origem no cenário Tormenta. Um breve guia sobre Arton e a Tormenta, elemento que fará parte das nossas aventuras, pode ser encontrado aqui, e recomendo que todos os membros do grupo leiam ao menos isso para se situarem sem uma ajuda tão grande do mestre.

- É recomendável que todos os personagens tenham uma classe básica incluída no seu conceito. Kiraf, personagem do Matheus, é um cigano — isso dá a ele capacidades de um bardo e de um ladrão, classe da qual ele ganha sua má fama. Somaliendiel, por outro lado, é um elfo arqueiro padrão, enquanto Kirus é um guerreiro bárbaro, sua fúria guerreira sendo representada pela ira do braço demoníaco, que se expande a cada uso, tornando-o monstruoso e insano.

- Atualmente, depois de passar por um perigoso teste ilusório que culminou com a batalha contra Raphael, um mago meio-dragão aprendiz do arquimago Talude, os personagens se encontram na Grande Academia Arcana, a mais famosa escola de magia de Arton, aguardando pela missão que os fez passar por tudo aquilo e tentando lembrar dos motivos que os levaram a aceitar o teste em primeiro lugar.

- A próxima aventura, que será mestrada segunda-feira, dia 02/11/09, será a primeira que envolve risco real — seus personagens poderão morrer se não houver cuidado e estratégia em suas ações. Do mesmo modo, outros aspectos da sessão também vão ser melhorados, então esperem algo mais agradável e preciso... ou assim espero.

- Um pedido: eu queria que todos descrevessem seus personagens, exatamente como a mente de vocês os vê. Na verdade, o ideal seria também no mínimo uma página de história básica, mas como estamos no fim do ano e muitos de nós tem provas, vou deixar isso para uma ocasião mais oportuna. Apenas não esqueçam!

- Mapas! Vou colocar mapas de Arton, seus reinos e localizações aqui conforme vamos avançando na campanha, e o primeiro deles é... bem, de Arton, aqui!

Bem, caso tenham alguma dúvida, perguntem nos comentários ou por MSN.


Por Rikku às [12:43]


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